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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte está planejando, junto ao Conselho Nacional de Justiça, a implementação da versão 2.1 do sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe 2.1) no Poder Judiciário potiguar. A nova versão da ferramenta inclui o módulo para processos criminais.

Até a versão 2.0, o PJe só abarcava os processos da área cível, mas, com a nova atualização, os processos da área criminal também estarão contemplados no modo digital. Atualmente o Poder Judiciário Potiguar utiliza a versão 1.7 do PJe.

“Vamos migrar diretamente da nossa versão atual para a mais nova”, explicou o secretário da Secretaria de Tecnologia da Informação (Setic), Gerânio Gomes. “Dentre as melhorias está principalmente o módulo criminal. Até hoje o PJe só atendeu a parte cível, agora a Justiça Criminal também fará parte”.

A nova versão do PJe traz melhorias de performance, como a maior rapidez, por ser um software mais leve. “O sistema vai ficar mais rápido, além de mais intuitivo, por que o 2.1 virá com outra cara, outra interface. Ele vai trazer mais segurança da informação, uma tecnologia nova, além de um novo editor de texto mais confiável”, explicou o secretário.

“A nova atualização vai demandar menos infraestrutura do nosso data center, ele é mais leve e parte dele funciona no CNJ, através de um sistema de ‘nuvem’. A gente vai gastar menos, todo o equipamento e melhorias que precisamos para essa nova atualização não vai ter custo, pois essa parte será concentrada no CNJ”, comentou Gerânio.

O secretário também pontuou que por ser mais intuitivo, haverá economia de gastos com treinamentos. “Não precisamos ir em cada comarca para fazer treinamento, no máximo alguns treinamentos pontuais com o CNJ”, disse.

A previsão é que a nova atualização do sistema entre no ar dia 10 de junho, “mas ela não começa criminal, a princípio os processos cíveis serão migrados e o módulo criminal será implantado depois. Porém, pretendemos passar com folga da meta estabelecida do CNJ para este ano, que é fazer a migração para o PJe de 10% das varas criminais”, concluiu Gerânio Gomes.