COPEGAM faz entrega das canecas no TJ

A celebração do 120º aniversário do Tribunal de Justiça do RN, que transcorre amanhã, foi aberta hoje, no auditório Floriano Cavalcanti, no edifício-sede, com uma solenidade de estímulo à defesa do meio ambiente consubstanciada numa palestra sobre “Sustentabilidade e coleta seletiva”, proferida pela juíza Fátima Soares, presidente da Comissão Permanente de Gestão Ambiental (COPEGAM).

A presidente do Tribunal, desembargadora Judite Nunes, lembrou que a COPEGAM constitui um dos programas sociais da Corte, coordenados pela desembargadora Zeneide Bezerra.

- A Comissão Permanente de Gestão Ambiental tem a pretensão importante de executar programas e projetos de natureza ambiental e social no âmbito do Poder Judiciário – disse a desembargadora Judite, acrescentando: “Orgulha-me participar da iniciativa, uma realização de idealizadores de um mundo futuro mais justo e consciente”.

A desembargadora lembrou uma frase transcrita numa sacolinha ecológica que lhe foi entregue, certa vez, pela desembargadora Zeneide - “A consciência de hoje é o resultado de amanhã” e assinalou que a ação desenvolvida pelo TJ RN em defesa do meio ambiente é um programa vitorioso. Mas acentuou que “a luta é árdua”.

-É preciso coragem para enfrentá-la e trabalho e dedicação para superar os obstáculos; mas, tida como uma missão, a luta é travada com a consciência de que não somos feitos para horas fáceis e que haveremos de colher os merecidos frutos da dedicação empenhada”.

Anunciando a palestra que seria feita em seguida pela Juíza Fátima Soares, a presidente Judite Nunes destacou:
- Magistrada de escola, que com denodo se dedica à causa ambiental, com certeza, com muito brilho se desimcumbirá da missão que lhe foi confiada.

SUSTENTABILIDADE – Em sua palestra, a juíza Fátima Soares afirmou que a produção de lixo faz parte da nossa rotina diária, destacando que essa é uma produção que tende a aumentar continuamente se não houver uma conscientização de que precisa ser contida. São cada vez maiores os espaços ocupados por lixões nas periferias das cidades – lembrou.

Segundo ela, quanto mais fabricamos, mais jogamos fora; quanto mais compramos, mais é diminuído o tempo de vida útil dos objetos.

Dados de 2010, indicam que cada brasileiro produz, em média, um 1 kg e 251 gramas de lixo por dia, parte do qual levam centenas de anos para se decompor. E exemplificou:
Copos plásticos – de 200 a 400 anos.
Filtros de cigarros – 5 anos.
Latas – de 200 a 500 anos
Papel – de 3 a 6 meses.

Acentuou a magistrada que a COPEGAM está empenhada em sensibilizar todos os que fazem o Judiciário Potiguar a oferecerem uma decisiva contribuição na redução dos prejuizos que a produção de lixo causa ao meio ambiente. E divulgou o desafio dos cinco erres:
1 – Repensar hábitos e atitudes.
2 – Reduzir a produção e o descarte
3 – Reutilizar aumentando a vida útil
4 – Reciclar
5 – Recusar produtos que agridam o meio ambiente e que são prejudiciais à saúde.

A juíza Fátima Soares anunciou que, com o apoio da AMARN e do Sindicato dos Servidores do Judiciário, a COPEGAM adquiriu 3.017 canecas ecológicas que estão sendo distribuídos com os diversos servidores do TJ, tanto na capital quanto no interior, como uma forma simbólica de diminuir o consumo de copinhos plásticos.

Segundo disse, atualmente, só no edifício-sede, são gastos por mês cerca de 200 mil copinhos.

No finalzinho, a juíza Fátima Soares também deu uma dica importante para a reutilização de papel. Não se deve amassar o papel que for usado, pois esse ato inviabiliza a sua reciclagem. De preferência, mesmo usado, o papel deve ser guardado na mesma caixa em que foi adquirido. Pode até ser rasgado, mas nunca amassado.

Em casa – destacou – o primeiro passo para ajudar na sustentabilidade é separar o lixo seco do lixo úmido.

CULTURA – Depois de frisar o conceito de sustentabilidade como a capacidade que o ser humano adquire para prover as suas necessidades sem comprometer o futuro das próximas gerações, a juíza destacou que esse conceito se amplia nos diversos segmentos da atividade humana – social, econômico, ecológico, geográfico e cultural.

No aspecto cultural, apontou como exemplo o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo projeto “Museu do Vaqueiro”, desenvolvido sob a coordenação do professor Marcos Lopes, que mantém várias oficinas de acordeon, formando crianças carentes na área da música. Com isso, contribui com a preservação da cultura musical nordestina e afasta as crianças a quem assiste do mundo das drogas.

Presente à solenidade, Marcos Lopes explicou que sua iniciativa tem o nome de “Museu do Vaqueiro”, numa homenagem ao trabalho desse trabalhador brasileiro que, para o Nordeste, representou o mesmo papel desbravador realizado pelos bandeirante.

Disse que o “Museu” existe desde 2001, é credenciado para receber doações através da Lei Câmara Cascudo e poderá ampliar o número de crianças que atende, dependendo de novas doações. O telefone para contato 9406-9454.
Um grupo de alunos da Escola de Acordeon abrilhantou a solenidade com uma aparesentação.

Além da presidente Judite Nunes, a mesa que conduziu os trabalhos acolheu também a conferencista do dia, Juíza Fátima Soares, a presidente da AMARN, Hadja Rayanne, e o coordenador do Museu do Vaqueiro, Marcos Lopes.

 

 

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