Caminhos da Justiça comemora 15 anos de criação com várias ações

 Para comemorar os 15 anos de atuação, o programa Caminhos da Justiça está promovendo várias ações. Uma delas aconteceu no dia 1º de junho com uma palestra educativa para os participantes do projeto de Ressocialização de Apenados, que destina atenção especial à reinserção social. A psicóloga Álclea Oliveira e a assistente social Keyla Cristina, falaram sobre a importância da “Sobriedade social e interação na comunidade”.

A coordenadora do Caminhos da Justiça, juíza Lena Rocha, palestrou sobre “O valor do Ser Humano e sua importância na sociedade”. Ao final do evento foi servido lanche e distribuídas cestas básicas a todos os apenados inscritos no programa como forma de apoio material.

Outro projeto desenvolvido pelo Caminhos da Justiça é o “Cidadania Plena”, que trabalha com a comunidade informando sobre os direitos e deveres. Durante todo o mês de maio, nos dias úteis, o foi apresentado um pequeno questionário no qual constava pergunta sobre o seu atendimento no Fórum da Zona Norte, com o objetivo de melhorar a interação entre o jurisdicionado e o Poder Judiciário.

Os jurisdicionados que desejaram, colocaram as suas espostas em uma urna e para concorrer a brindes. O sorteio também aconteceu no dia 1º de junho e teve como ganhadores: Carla Viviane do Nascimento, Geraldo Cardoso, Dayvid Geverson Lopes Marques, Giselda Maria da Silva, Valdemar Cardoso da Silva, Hélio Teixeira da Silva, Elaine Samara de Araújo, Shirlene Ribeiro da Silva, Andreole Felix dos Santos, Jossyany Clezia da Silva, Judson de Freitas Tavares, Maria da Conceição Lopes, Anderson David, Josinaldo Ramos da Rocha, Lusirene Nunes da Silva, Elizenilma Maria da Silva, Ivete Borges de Andrade, Renato Gomes da Silva e Jailsa Silva de Andrade.

Os participantes destacaram que, independentemente de terem sido sorteados, estavam felizes por participarem do questionamento sobre o Judiciário, o que lhes valorizava como cidadão. “É muito importante o que o Judiciário está fazendo, chamando o cidadão para opinar sobre a forma como está sendo atendido, me senti valorizada como pessoa em participar de evento de tamanha magnitude disponibilizado pela Justiça, antes tão distante das pessoas que a buscavam”, disse a professora Giselda Maria da Silva que participou do sorteio.

O programa Caminhos da Justiça, recepcionou Juízes, Promotores, Defensores, Advogados, servidores do Fórum e os sorteados logo após a entrega dos prêmios com lanche de confraternização.

História

Iniciado em 1997, em Mossoró, o Programa Caminhos da Justiça foi estendido a Natal em 2000, com o objetivo de realizar um trabalho educativo e preventivo com os ex-apenados, os apenados em liberdade provisória e seus familiares. Através de debates sobre os mais variados assuntos, os participantes conhecem mais sobre seus direitos e deveres, prevenindo assim a prática de delitos.

A iniciativa, bem como a coordenação do programa, é da magistrada Lena Rocha, titular da 1ª Vara Criminal da Zona Norte de Natal, com o apoio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte.

O Programa surgiu pela necessidade de criar mecanismos de combate a violência e a criminalidade, tendo em vista que a sociedade está cada vez mais vulnerável a prática de atos absurdos e inesperados decorrentes da desestrutura social e familiar. Por essa razão se faz necessário a criação de medidas socioeducativas que trabalhem o ser humano como um todo.

Atualmente cerca de 300 apenados, ex-apenados e familiares participam do Caminhos da Justiça. O programa está dividido em dois projetos. Um é o Ressocialização de Apenados que realiza um trabalho educativo e preventivo com os ex-apenados, os apenados em liberdade provisória e seus familiares através de debates sobre os mais variados assuntos.

O outro é Cidadania Plena no qual o Judiciário vai até a população para orientá-la sobre seus deveres e direitos na sociedade. Um exemplo foi a transformação ocorrida na Comunidade Mor Gouveia, que antes era a Favela do Fio. “Demos orientação a população, atuamos diretamente com o Governo do Estado para que aquelas pessoas pudessem viver em condições dignas”, disse a juíza Lena Rocha.


 

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