'Novos Rumos' e Sesc leva projeto de leitura a presídio

Publicado em Segunda, 23 Abril 2012 05:17

As apenadas do Presídio Feminino João Chaves, localizado na zona Norte de Natal, tiveram uma manhã diferente nesta segunda-feira, 23. Elas foram apresentadas ao Projeto BiblioSESC, que chegou à unidade prisional após o Programa Novos Rumos na Execução Penal, do Poder Judiciário potiguar, firmar uma parceria para incentivar a leitura entre as 136 presas.

A iniciativa foi firmada junto à Sejuc – Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, e com o Sistema Fecomércio/Sesc, que possibilitará a visita itinerante do caminhão do Sesc, 15 em 15 dias, ao presídio. O Projeto é uma unidade móvel de biblioteca que oferece a qualquer pessoa consultas e empréstimos de livros, jornais e revistas.

Mas, antes de conhecerem o caminhão, que traz um acervo de mais de 3 mil livros, a equipe do Novos Rumos e os representantes do Sesc organizaram uma espécie de abertura do projeto, onde uma bibliotecária explicou o funcionamento do BiblioSESC, ao lado de um grupo de artistas, que trouxe música e poesia ao presídio feminino.

“Acreditamos na leitura como forma de mudar vidas”, comenta Denísia Tavares, bibliotecária do SESC, que dava orientações às apenadas que logo buscaram escolher os livros que serão lidos pelos próximos 15 dias.

A bibliotecária explica que, para pegar os livros emprestados as pessoas – nos bairros visitados – se cadastram e então tem acesso às estantes com as publicações de diversos autores e assuntos. Na área externa, são colocadas mesas e cadeiras, para que os leitores possam começar logo a ler o livro que pegou emprestado.

Depois de 15 dias, quando o caminhão retornar ao local, ou elas devolvem os livros que pegaram, ou renovam o empréstimo. Elas podem pegar até 2 livros.

“Já fazia 6 meses que não lia um livro. Estava sentindo falta. Quero aprender a dar algo novo pra os meus filhos”, comenta uma apenada, M.E. da Silva.

Para o coordenador do Programa Novos Rumos, o juiz Dr. Gustavo Marinho, a meta é justamente essa: trazer novas experiências para as apenadas, por meio da força da leitura.

“Vamos avaliar essas primeiras visitas e, a partir disso, expandir para outras unidades prisionais”, ressalta o magistrado.