Conselheiro do CNJ homologa quatro acordos de conciliação em Natal

No pouco tempo em que passou na Faculdade Maurício de Nassau, onde ocorre a maior parte das audiências de conciliação em Natal durante a Semana Nacional de Conciliação, o conselheiro Paulo Eduardo Teixeira, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), homologou quatro acordos na manhã de hoje (6). Ele saiu satisfeito com o envolvimento dos juízes e servidores do Judiciário potiguar, advogados e das pessoas que procuraram a Justiça para mediar seus conflitos. Os acordos mediados por Teixeira somam cerca de R$ 30 mil reais, entre negociações de financiamentos bancários e indenização por danos morais. A conciliação continua até às 17h de hoje.

“Além de agilizar negociações que se arrastam a anos, esses entendimentos entre as partes injetam mais recursos na economia”, observa o conselheiro, acompanhado durante a permanência na Faculdade pela desembargadora Zeneide Bezerra. No primeiro deles, ele sentou-se ao lado das partes e ajudou a fazer os cálculos que deram a Sandra Dorico da Silva a oportunidade de baixar uma dívida com uma instituição financeira privada superior a 23 mil, para uma entrada de R$ 2mil e parcelas mensais de R$ 1 mil. “Já tínhamos buscado um acordo diretamente com o banco mas não deu certo e agora com o apoio do Judiciário, reseolvemos uma questão que se arrastava há quase 2 anos”, destaca Sandra.

A juíza Rossana Alzir Diógenes, coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos de Natal, observa que os bancos, antes reticentes em participar de conciliações, são as instituições a firmar maior número de entendimentos. Empresas de cobrança, ao contrário, são as que mais resistem em conciliar. “Esta é uma nova cultura, uma prática que vai se instalando com o tempo”, opina a magistrada. Somente na Maurício de Natal, o número de audiências de segunda até hoje chegam a 1,2 mil, aproximadamente.

Alcebíades Fernandes, advogado, comemora o fato de ter conseguido a conciliação em 31 das 32 audiências nas quais atuou. “Este tipo de iniciativa do CNJ e do TJRN está aprovada 100%, seria bom que tivéssemos algo do tipo a cada mês”, salientou o profissional do direito após conversar com o conselheiro Paulo Eduardo Teixeira.

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