Mais de 17 mil magistrados podem participar do Censo Nacional

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) dá seguimento a segunda etapa do Censo Nacional do Poder Judiciário com a realização do Censo dos Magistrados, lançado nessa segunda-feira (4) no plenário do Conselho. O questionário estará disponível no portal do CNJ até o dia 13 de dezembro para os mais de 17 mil magistrados brasileiros. No âmbito do Judiciário do Rio Grande do Norte são 219 magistrados, entre juízes e desembargadores, que estão aptos a participar da pesquisa. A primeira etapa, encerrada no mês passado, foi aplicada entre os 285 mil servidores do Poder Judiciário e respondida por 60% deles (173 mil).

De acordo com o CNJ, há poucas informações, em âmbito nacional e de maneira padronizada, sobre os magistrados brasileiros. Daí a necessidade de conhecer quantos são, e também o grau de satisfação dos magistrados, nos sentidos da escolha pessoal em relação à carreira, da sua valorização em sentido amplo e opiniões acerca de temas típicos, como o sistema de promoção, a adoção de metas de produtividade, das relações com outros juízes, servidores e com a alta administração do tribunal, é fundamental para o aprimoramento e planejamento das políticas públicas do Poder Judiciário brasileiro.

No questionário, os magistrados poderão emitir opiniões sobre questões relativas ao exercício das suas funções; sobre o trabalho que desenvolvem nos tribunais, assim como poderão revelar o nível de satisfação que possuem no trabalho e na carreira. Na avaliação dos conselheiros, essas são informações indispensáveis para o planejamento da Justiça brasileira.

“Hoje inauguramos a última fase da investigação sobre o perfil do Judiciário brasileiro e convidamos todos os juízes do Brasil, desembargadores, ministros e conselheiros a preencherem o questionário, essa missão é importantíssima”, disse o conselheiro Paulo Teixeira, coordenador do Censo.

“As informações prestadas serão fundamentais na construção e no desenvolvimento de ações que promovam o aperfeiçoamento do Judiciário brasileiro como um todo”, completou o conselheiro Guilherme Calmon.

As informações prestadas no questionário elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) são completamente sigilosas e os dados estatísticos só começarão a ser divulgados a partir do ano que vem. Na avaliação do conselheiro Fabiano Silveira, a pesquisa servirá como uma espécie de autorretrato do Judiciário. “São informações que humanizam os dados que temos sobre a Justiça e lhes conferem certa densidade para que não sejam lidos de forma tão fria ou seca”, ponderou.

“O Judiciário tem desafios a vencer. A morosidade dos processos é um deles e isso passa pela estrutura física e de pessoal existente em todas as unidades judiciárias do País. Conhecer essa situação ajuda no planejamento de estratégias e na adoção de ações necessárias para o combate a esses problemas”, reforçou o conselheiro Saulo Casali Bahia.

Acesso ao Censo

Para preencher o Censo, o magistrado pode acessar o endereço www.cnj.jus.br/censo e clicar a aba Questionário. Lá, conseguirá ter acesso à pesquisa por meio de seu CPF. O link do Censo está disponível até o dia 13 de dezembro.

Dúvidas

O CNJ disponibilizou, em seu Portal na Internet, área exclusiva para esclarecimento de dúvidas que servidores e magistrados possam ter em relação ao preenchimento do Censo Nacional dos Magistrados. Na página do Censo, foram respondidas 15 dúvidas frequentes que chegam ao Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), órgão responsável pela elaboração do questionário.

Entre as dúvidas respondidas no Portal, estão: número de perguntas elaboradas (71 questões); tempo estimado para o preenchimento do questionário (10 minutos); quem deve responder a pesquisa (ministros, conselheiros, desembargadores e juízes que estão na ativa); quais magistrados não devem responder (juízes militares, que compõem os Conselhos Permanentes e Especiais das Justiças Militar da União e dos estados não respondem e magistrados aposentados também não).

* Com informações do CNJ

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