Caso F. Gomes: realização do júri é incerta após renúncia da defesa

O Júri popular dos acusados de assassinar o radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes, marcado para ter início na manhã de hoje (5), na Vara Criminal da comarca de Caicó, tem sua realização incerta. Isso porque a defensora pública Maria da Penha de Araújo alegou suspeição, renunciando à defesa do comerciante Lailson Lopes. A defesa do acusado João Francisco dos Santos também pediu afastamento.

O julgamento estava marcado para às 9h desta segunda, no plenário Siloê Capuxu, no Fórum Amaro Cavalcante, no Centro de Caicó, e seria presidido pelo juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça. No entanto, o magistrado, Defensoria Pública e Ministério Público estão deliberando sobre a realização ou não do julgamento.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o comerciante Lailson Lopes, mais conhecido como 'Gordo da Rodoviária', e o mototaxista João Francisco, também chamado de 'Dão', são acusados de autoria intelectual e material, respectivamente, no assassinato do radialista F. Gomes, 46, morto a tiros na noite de 18 de outubro de 2010, em Caicó.

O profissional da rádio Caicó AM foi atingido por três tiros de revólver na calçada de casa, na rua Professor Viana, no bairro Paraíba, em Caicó. Vizinhos ainda o socorreram ao Hospital Regional de Caicó, mas F. Gomes não resistiu aos ferimentos.

Consórcio

Segundo inquérito, concluído pela delegada Sheila Freitas, a execução do radialista foi encomendada por R$ 10 mil. Contudo, apenas R$ 8 mil foram pagos. Desse montante, 3 mil foram pagos pelo pastor Gilson Neudo, segundo a delegada, para que Dão pudesse fugir. O restante (cinco folhas de cheque de R$ 1 mil cada) teria sido pago pelo tenente-coronel Moreira.

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