"Justiça na Praça" : 110 casais participam de casamento comunitário no Ação Global

Cento e dez casais, que se inscreveram em cartórios da Redinha e de Igapó, participaram de um dos pontos altos das atividades sociais do programa “Ação Global”, no Complexo Cultural da Zona Norte neste sábado (18). A cerimônia celebrada pela juíza Fátima Soares , titular da 1ª Vara de Família da Zona Sul de Natal, e começou às 10h e fez parte da edição especial do programa Justiça na Praça do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Pouco antes do ato solene, o presidente da Corte Estadual de Justiça, salientou que o Poder Judiciário fica feliz em participar de um momento desta natureza. “É importante vir ao encontro da população, sobretudo para ver famílias já formadas e outras que começam seus primeiros passos no dia de hoje” – ressaltou o presidente da Corte Estadual de Justiça, desembargador Aderson Silvino, ao se dirigir aos noivos pouco antes do início do ato solene. 
 
O Judiciário potiguar presta outros serviços durante os atendimentos no Ação Global, que prossegue até às 17h, com palestras, reconhecimento de paternidade e plantão para atendimento jurídico. O evento, organizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e InterTV Cabugi, deve prestar 84 mil atendimentos, segundo destacou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales. O Núcleo de Programas e Projetos Socioambientais do TJRN estima que atingirá a marca de mil atendimentos neste sábado. Entre eles, a realização de pelo menos 50 exames de DNA para reconhecimento de paternidade. “Só conseguimos realizar uma iniciativa deste porte porque Indústria, Governo e Justiça estão juntos neste trabalho”, frisou Sales. 
 
A governadora Rosalba Ciarlini lembrou a cooperação existente entre Estado e Tribunal de Justiça na campanha “Pai Presente”, na qual o governo arca com a realização de exames genéticos para a comprovação ou não de paternidade. “Fizemos uma parceria sem custos para as famílias com o objetivo de atender jovens e crianças que desejam ter o nome de seus pais nas certidões de nascimento” – pontuou a chefe do Executivo. 
 
Estão apoiando as ações do Tribunal, órgãos e entidades como a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte, Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RN), Associação Brasileira de Mulheres da Carreira Jurídica (ABMCJ), Ministério Público Estadual (MPE) e a Secretaria Estadual do Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas). 
 
Casais
 
Gente de todas as idades aproveitou para selar, oficialmente, a união como casal. Os jovens Adriano de Oliveira Freire e Laura Helena de Souza Fernandes chegaram bem antes de começar a cerimônia. Com um ano e meio de namoro e trabalhando no ramo de papelaria, os dois poderiam ter optado por casar no interior, mas preferiram casar no civil na região onde moram. “Escolhemos casar na Justiça daqui”, explicou Laura, sem conter a felicidade. “Decidimos aproveitar esta oportunidade enquanto esperamos o religioso, que deve acontecer em três meses”, completou o noivo. Residentes na Redinha, eles adiantaram que no religioso vai ter festa. 
 
Assim como o casal que inicia uma vida nova, uma dupla que dá certo há 20 anos também fez questão de participar do casamento comunitário. “A gente resolveu fazer uma aliança diante dos homens e diante de Deus”, disse o aposentado Ubiraci Gomes da Silva, pai de uma filha adolescente, ao lado da companheira Lindamirtes de Morais Gomes. Para o casal que mora no conjunto Potengi foi fácil se inscrever no cartório para garantir a vaga na cerimônia. “Outro fator que contou muito foi a referência de amigos que já participaram dos casamentos coletivos realizados pelo Judiciário”, acrescentou Ubiraci. 
 
“Casar no Civil é chamar o Poder Judiciário para participar da sua vida” – chamou a atenção o juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Natal, José Dantas de Paiva, presente à mesa da cerimônia de casamento. A magistrada Fátima Soares mencionou o fato de algumas pessoas que chegaram em cima da hora para casar sem ter passado pelo cartório. “As pessoas interessadas em casar coletivamente precisam cumprir os trâmites legais, entre eles os proclamas do casamento, e preencher formulários nos ofícios para a verificação de eventuais impedimentos, assim exige a lei” – observou a juíza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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