Mutirão concilia processos contra operadora de telefonia móvel

O Poder Judiciário potiguar deu início, na manhã desta quinta-feira, 21, a mais um Mutirão de Conciliação, com o objetivo de incentivar o acordo em 160 processos, que envolvem a Operadora de telefonia TIM e a B2W, empresa que representa as lojas Americanas e o site Submarino.

A ação, que tem a coordenação geral da juíza Sulamita Pacheco, está ocorrendo na Câmara Cível de Solução de Conflitos, que funciona na Faculdade Maurício de Nassau, onde os próprios estudantes de direito também trabalham na meta de buscar a conciliação em demandas ligadas a pedidos de indenização por danos morais.

“Preferimos não apontar, no momento, algum percentual, mas a meta é buscar sempre o acordo”, explica Christianne Pessoa, que coordena o Centro Judiciário de Solução de Conflitos, instalado no 6º andar do Fórum Miguel Seabra Fagundes, bairro de Lagoa Nova.

Os processos envolvem situações como a que está passando o representante comercial Josemar Fernandes, cujo número de celular foi vendido em duplicidade pela TIM. “Isso tem me gerado muito conflito e muitos clientes deixam de me procurar porque a outra pessoa atende e diz que esse número não é meu. São muitos os aborrecimentos”, lamenta o comerciante.

A equipe da secretaria de Comunicação do TJRN fez o teste e comprovou. O chip de seu Josemar foi atendido por uma outra usuária do mesmo número que também tem se aborrecido com a falha da operadora. “Eu tenho essa linha há mais de dez anos e não quero mudar o número por causa da minha clientela”, acrescenta Josemar.

O mutirão prossegue durante toda a sexta (22) e o Centro Judiciário antecipou que a meta é realizar outras ações semelhantes no decorrer do ano. “Foram as próprias empresas que buscaram o Judiciário para que esse mutirão fosse realizado”, enfatiza Christianne Pessoa.

 

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