“Elefante Verde” : Programa Ambiental do TJRN será exibido em rede nacional

Plantio de árvores, boi de reis, palestras em um linguagem acessível, sanfoneiros mirins, trilha na mata, exibição de filmes e orientações sobre a vegetação nativa são algumas das atividades realizadas pelo programa “Elefante Verde”, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Todo esse trabalho será exibido pela TV Justiça, no domingo, 31 de março, dentro da série de documentários “Justiça Seja Feita”. O episódio que mostrará a ação de educação ambiental da principal instituição da Justiça potiguar tem o título “Sustentabilidade e Meio Ambiente” e foi produzido pela equipe da Fundação Renato Azeredo, de Belo Horizonte.

As gravações aconteceram nessa quarta-feira (20), no Ecoposto da Área de Proteção Ambiental (APA) Bonfim-Guaraíras, pertencente ao Instituto de Desenvolvimento e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) e situado no município de Nísia Floresta. “Percorremos o Brasil inteiro registrando as boas práticas realizadas por órgãos do Judiciário, apresentando o que a Justiça faz além da análise de processos, ampliando o seu olhar para o Meio Ambiente”, observa Frederico Tonucci, diretor do programa. O jornalista mineiro destaca ainda que o povo do Rio Grande do Norte, incluindo nessa lista os servidores da Justiça Estadual, é receptivo e realiza ações como esta de coração, o que contribui para o sucesso dessas iniciativas.

Quase 200 alunos de escolas municipais de Nísia Floresta participaram das atividades. Muitos deles fizeram questão de plantar mudas de Guabiraba e Ipê Roxo, entre outras variedades, junto com a desembargadora Zeneide Bezerra, diretora do Núcleo de Projetos do TJRN; da juíza Fátima Soares, diretora do Fórum Distrital da Zona Sul e coordenadora da Comissão Permanente de Gestão Ambiental (Copegam) e da prefeita do município, Camila Maciel Ferreira.

Reconhecimento

“Com este trabalho, as ações do Tribunal na área do Meio Ambiente vai ultrapassando as fronteiras do Estado, sendo reconhecidas e mostradas para todo o país, o que nos incentiva a continuar este trabalho de educação junto as crianças”, destaca a desembargadora Zeneide Bezerra. Ela enfatiza que iniciativas como a do Elefante Verde só funcionam porque instituições como o Museu do Vaqueiro, Museu Nísia Floresta, Igrejas, Escolas, Instituto Chico Mendes, Idema, Polícia Florestal, entre outras, apoiam e contribuem com essas ações educativas.

“Esta é uma semente que se planta para gerar uma cultura de uma mentalidade sustentável, articulando os poderes executivo e legislativo e setores da sociedade”, salienta a juíza Fátima Soares. Desde de outubro de 2010, o Ecoposto é cenário de exposições, apresentações folclóricas, concurso de pinturas e trabalhos escolares com vertente sobre a preocupação com a preservação do planeta e dos ecossistemas do Rio Grande do Norte. Um dos precursores desse trabalho é o juiz Marcus Vinicius Pereira Júnior, atualmente atuando na Comarca de Currais Novos, que implementou diversas iniciativas de caráter ambiental em sua passagem em Nísia Floresta.

E de Currais Novos, veio o professor Wellington de Medeiros, professor de Biologia da Escola Estadual Instituto Vivaldo Pereira. Ele, Alana, Jefferson e Alice, estudantes do terceiro ano do ensino médio daquela unidade de ensino, já conhecem o programa e fizeram questão de prestigiar mais uma vez uma edição do Elefante Verde. Em agosto, o educador esteve em Nísia com 40 alunos de sua escola e cinco foram premiados em um concurso cultural sobre o meio ambiente potiguar.

“Depois dessa experiência, ficou como legado para os estudantes, a ampliação da consciência ecológica, a importância de manter a escola limpa, plantio de mudas de árvores no qual, cada aluno é responsável por cuidar de uma delas, uso de copos permanentes e pesquisas de campo”, enumera Wellington.

A equipe de produção do documentário também é integrada pelo diretor de Fotografia Leonardo Good God e o assistente Bruno Soares, além da sonorização de Marco Aurélio. A produção é de Ana Luíza Bicalho. O filme com 27 minutos de duração também irá mostrar ações ambientais realizadas pelos TJs do Amazonas e do Distrito Federal.

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