Dia da Mulher é comemorado no Fórum Distrital Zona Sul

Os números são do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID): uma em cada cinco mulheres sofrem violência doméstica e 80% dos agressores são os próprios parentes e maridos. A estatística foi apresentada pelo diretor do Foro de Natal, o juiz Madson Ottoni, durante um evento realizado, nesta quinta-feira, 7, no Fórum Distrital Zona Sul, para marcar o Dia Internacional da Mulher.

Isso demonstra que, apesar dos avanços, a mulher ainda precisa alcançar mais em algumas áreas”, avalia o magistrado, ao ressaltar que os salários no Brasil ainda registram uma grande defasagem, entre homens e mulheres, se comparado com outros países.

Os salários da mulher são, em média, 30% mais baixos. Enquanto que, noutros países, como a Bolívia, esse índice chega a pouco mais de 17%”, aponta.

O magistrado foi um dos poucos homens presentes no auditório do Fórum Distrital, já que, em todo os anos, a juíza diretora da unidade e titular da 1ª Vara de Família, Fátima Soares, organiza uma comemoração apenas para as mulheres do Fórum. “Quando soube que eram os homens que pagavam o lanche encomendado, achei a ideia fantástica, já que não sai da administração e, ao mesmo tempo, honra as mulheres”, diz, em tom de bom humor, o juiz Madson Ottoni.

O evento contou ainda com um breve relato sobre uma mulher potiguar, de destaque nacional, a cancioneira Dona Militana, natural de São Gonçalo, que, embora analfabeta, chegou a receber a Comenda Máxima da Cultura, pelas mãos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Dona Militana faleceu em 2010, com 85 anos de idade.

Serve para nos inspirar”, comenta a magistrada Fátima Soares, ao ressaltar que o evento promove uma reflexão em torno dos avanços obtidos pela mulher, em especial na magistratura.

A mulher contribui deixando a justiça mais humanizada, trazendo ao seu ofício a característica da sensibilidade”, completa a magistrada.

A cerimônia de comemoração também contou com o resumo da peça 'Tatiene Tábata, a neurótica', exibida por dez anos na Casa da Ribeira, encenada pela atriz Cláudia Magalhães, que representa o dia a dia agitado de uma mulher, mãe de família.

A mulher tem que conciliar as tarefas de casa e da carreira e tem demonstrado que consegue”, conclui a magistrada.

 

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