TJRN realiza 30 casamentos em cerimônia coletiva na comarca de São Gonçalo do Amarante

A comarca de São Gonçalo do Amarante recebeu, nessa quarta-feira (20), mais uma ação do Núcleo de Ações e Programas Socioambientais (NAPS) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, um casamento comunitário que celebrou a união de 30 casais da cidade, em uma cerimônia realizada pela juíza Ana Karina de Carvalho, da 2ª Vara de São Gonçalo, na Escola Estadual Professora Ivanir Machado Bezerra.

Juntos há cinco anos, Giselda da Paz e Ivan Ferreira aproveitaram a oportunidade oferecida pelo TJRN para trocarem alianças. “É uma oportunidade que muita gente espera, nem todo mundo tem condições de se casar agora e esse é um momento que deu certo para muita gente”, comentou Ivan.

A desembargadora Zeneide Bezerra, coordenadora geral do NAPS, reforçou a importância de ações como essa para aproximar o Tribunal do cidadão. “São pessoas que nunca teriam a oportunidade de fazer um casamento assim com bastante elegância e cidadania, eu acho que o Tribunal tem dado um passo muito maior nesse aspecto social, quando a gente vê aqui, por exemplo, 30 casais são 60 pessoas que realizam o sonho de se casar. Uma solenidade alinhada, respeitosa, onde a gente vê que as pessoas se produzem para realizar esse sonho”, disse a desembargadora. O NAPS já realiza casamentos comunitários desde de 2007 por todo o estado.

“A gente tem visto muita emoção ao longo desses anos. É muito importante a gente fazer as pessoas felizes”, finalizou a desembargadora.

O casal Sara Pimentel e Ítalo Silva já compartilham a vida e dois filhos, um de seis anos e outro de três meses. “A gente já queria casar a algum tempo e essa oportunidade apareceu, estávamos nos organizando quando surgiu a chance, foi até uma surpresa, mas era para ser agora”, explicou ítalo. “Foi boa a atitude do Tribunal, nem todo mundo pode pagar um valor alto em para ter um casamento assim”, completou a noiva Sara.

A juíza Ana Karina de Carvalho comentou que esse é o segundo casamento comunitário celebrado por ela. O primeiro foi realizado quando ainda era juíza na comarca de Goianinha.

Para ela, fazer esse tipo de cerimônia “é muito bom, é indescritível, é uma emoção muito grande por que a gente pode compartilhar junto com eles de um momento importante de suas vidas e nesse momento a gente passa conceitos sobre família, sobre cumplicidade, sobre afeto, sobre os direitos e as obrigações que eles tem que observar a partir da lei, para que com isso eles possam ter um relacionamento duradouro.”
 

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