Treinamento do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento é realizado para juízes e servidores na Esmarn

Servidores e magistrados da Justiça estadual participam, nesta sexta-feira (06), de treinamento preparatório para a utilização do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). O curso, realizado pelo CNA, é sediado na Escola da Magistratura (Esmarn), oferecido a juízes e serventuários da área da Infância e da Juventude. O conteúdo foi ministrado pelo psicólogo Helerson Silva, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção do Espírito Santo.

Durante o treinamento, Helerson explicou que o SNA unificará os dados, que atualmente são inseridos do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA) em um único sistema, trazendo também a vantagem de permitir o controle de prazos, através de alertas na interface do sistema e e-mails automatizados.

Helerson também ressaltou que o maior desafio para o bom funcionamento do SNA é a alimentação correta e adequada dos dados, sendo de grande importância o treinamento e colaboração dos usuários para aperfeiçoamento da ferramenta.

Uma das participantes do curso, Verônica da Silva, servidora da 1ª Vara de Caicó, confirmou que uma das principais dificuldades para o bom uso do cadastro está no registro adequado dos dados. Todavia ela frisou que nunca tomou conhecimento de outro treinamento semelhante para os servidores que trabalham na área, de modo que a alimentação do sistema não segue um padrão uniforme.

O magistrado Marcus Vinícius, que atua na comarca de Currais Novos, chamou a atenção para a necessidade de uma maior preparação para as famílias que pretendem adotar. Ele lembrou que nas adoções internacionais há um longo trabalho com cursos, reuniões e seminários nos quais se esclarece que a adoção é um momento de grande responsabilidade, que implica uma série de atos e diligências para sua formalização.

Em complemento a esse assunto, Helerson, reforçou que as famílias brasileiras consideram tais formalidades como um “entrave burocrático”, desconhecendo as implicações e consequências de cada um desses atos formais, e considerou importante um maior cuidado nesse momento da preparação para os futuros pais.

Nesse sentido, o ministrante lembrou uma funcionalidade do SNA na qual os pretendentes à adoção que recusarem por três vezes as crianças que estão disponíveis para adoção, sem apresentar uma justificativa plausível, são retirados automaticamente da fila das pessoas aptas a adotar. “O sistema foi pensado com o maior nível de automação possível para que servidores e magistrados fiquem liberados para realizar outras atividades, o que não impede o servidor de optar pelo preenchimento manual dos dados de forma mais detalhada, de acordo com o caso” frisou Helerson.

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