Corregedorias debatem medidas de combate ao crime organizado durante o 79º Encoge

A criação de medidas efetivas de combate ao crime organizado foi um dos principais temas discutidos, na manhã desta sexta-feira (19), pelos participantes do 79º Encontro do Colégio Permanente de Corregedores Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (Encoge) que acontece no Hotel Wish, Via Costeira, em Natal.

O tema ou “preocupação”, como foi definido pelos corregedores, segue o que foi argumentado pelo presidente do Colégio, desembargador José Aurélio da Cruz (TJPB), o qual apontou que as Corregedorias são centros de inteligência do Poder Judiciário, indo além da orientação e fiscalização, o que justifica a reflexão sobre essa realidade no país.

“O combate ao crime organizado é mais que um projeto. É um dever”, avalia o juiz corregedor do TJ de Goiás, Murilo Vieira, que foi o palestrante sobre as medidas efetivas de combate ao problema.

O magistrado chamou atenção, em especial, ao crescimento de “integrantes” ou “fichados”, nas facções criminosas. Contudo, para o juiz Murilo Vieira, é possível controlar essa realidade.

“O Estado precisa estar um passo a frente. Países como Estados Unidos, França e Suécia já definiram formas de ação em seus Judiciários e alguns estados brasileiros já tem núcleos multidisciplinares para esse fim, com gabinetes de respostas rápidas”, destaca o juiz corregedor do Tribunal de Justiça de Goiás.

Ações integradas

De acordo com Murilo Vieira, há um tripé: prevenção, resposta rápida e estruturas de combate. Para o juiz, se faz necessário um sistema integrado de respostas.

“Precisamos melhorar questões como a delação premiada e a forma de infiltração de agentes, bem como Varas de combate ao crime organizado”, apontou o palestrante, ao ressaltar a importância de definir o perfil de estagiários, servidores e juízes que venham a trabalhar nessas unidades específicas do Judiciário.

“Somos favoráveis à implantação de uma central de inteligência no Judiciário. Precisamos dar respostas a essa realidade agora”, conclui o corregedor Murilo Vieira.

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