TJRN apresenta Projeto de Gestão Documental para professoras da UFRN

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte apresentou a um grupo de professoras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o seu Programa de Gestão Documental, nessa terça-feira (9).

As professoras Conceição Guilherme, do LABRE (Laboratório de Restauração e Conservação de Livros e Documentos Históricos); a professora Carmen Alveal e a servidora Evanúcia Gomes do LEHS (Laboratório de Experimentação em História Social). Elas tomaram conhecimento sobre o Programa através do servidor Nicolas Moura, assessor do gabinete do desembargador Cornélio Alves, que também é estudante do curso de História da Universidade.

Foi demonstrado um forte interesse da UFRN em conhecer o acervo documental do TJRN. O Projeto de Gestão Documental foi apresentado às professoras e a servidora dos Laboratórios pela servidora Adriana Carla Oliveira, responsável pelo Núcleo Permanente de Avaliação e Gestão Documental, Memória, Informações e Dados Públicos do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte (NUGEDID) e pelo Secretário Geral do TJRN, Luiz Mariz.

A proposta é que se forme uma parceria entre as entidades para a colaboração no processo de tratamento, recuperação e digitalização do acervo histórico jurídico da Justiça potiguar.

“Essa é uma ação que indica um caminho para que não se perca a memória do Judiciário”, comentou a professora do departamento de História, Conceição Guilherme. “As memórias são muito importantes para entendermos como funcionava a sociedade. É nesses processos que vislumbramos como a sociedade da época se organizada. E não só em processos de pessoas ilustres, os processos de pessoas comuns dizem muito mais sobre aquele tempo”.

A professora Carmen, que estuda conflitos de terra durante o Brasil colonial, reforçou a importância do trabalho do Programa e da recuperação de processos antigos. “Esse material conta a história do Estado, a partir dos processos judicias, dos conflitos, sejam criminais, sejam cíveis. Essa recuperação da memória para a história do Estado é mais que fundamental, por que a gente precisa conhecer nossa história”, disse. Sobre a parceria, a professora reforçou a importância dos documentos para a construção histórica do RN.

Para Carmen Alveal, “é muito interessante que duas instituições públicas, importantes, que estão voltadas para o interesse em comum, que é o interesse público, tanto da divulgação desse material, como também da restauração, por que como são processos muito antigos e deteriorados, os Laboratórios da universidade têm a competência e a vontade de contribuir para essa melhoria. Essa é uma parceria que tem tudo para dar certo e frutificar”.

Parceria

Durante a reunião as instituições começaram a traçar uma parceria que será oficializada em breve. Porém, já está programada uma visita das professoras à Comarca de Pau dos Ferros, onde o será estabelecido um projeto piloto para separação dos documentos e higienização do espaço de armazenamento dos processos. Lá, elas observarão o espaço e darão orientações sobre a melhor maneira de acondicionar os cerca de 40 mil processos judiciais, alguns com cerca 150 anos de existência.

 

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