Programa Novos Rumos promove curso de formação de facilitadores em Justiça Restaurativa

Acontece na Escola de Magistratura do RN (Esmarn), o segundo módulo do “Curso EsPeRe - Escola do Perdão e da Reconciliação”, que tem como tema a justiça restaurativa. O curso, que acontece desde quarta-feira (13) e se encerra nesse sábado (16), conta com a presença de 43 inscritos, entre magistrados, servidores e público externo do Tribunal de Justiça do RN. O objetivo é formar facilitadores, para atuar na área.

A coordenadora executiva do programa Novos Rumos na Execução Penal do TJRN, Guiomar Veras, explicou que além da participação no programa, os facilitadores atuarão no dia a dia. “O curso tem por finalidade formar facilitadores, que atuarão junto ao público contemplado pelo Novos Rumos, mas também dentro de seus espaços de atuação poderão agir de forma preventiva, junto a escolas, com crianças, por exemplo. Então é um curso que dentro da perspectiva da promoção da cultura de paz e não violência, instrumentaliza os facilitadores para melhor trabalhar valores que contribuem para esse processo".

Socorro Medeiros, instrutora do curso de práticas de justiça restaurativa, ressaltou que a importância de uma turma diversificada, entre pessoas que já trabalham com o tema e pessoas que estão entrando em contato pela primeira vez com o assunto. “É uma turma muito diversificada em experiências, porque tem pessoas que trabalham diretamente no Tribunal, tem pessoas que trabalham na educação, na ressocialização de adolescentes”, explicou.

Além disso, ela comentou sobre a importância do curso nos diferentes aspectos da vida dos futuros formadores. “Esse curso muda a percepção que nos temos de conflito, das pessoas, ele nos conduz a uma prática diferenciada de administrar os problemas que vivenciamos no âmbito pessoal, ou profissional, é uma prática que só vem a somar. É uma prática que caminha paralela a justiça retributiva, lado a lado, para reparar danos e para prevenir maiores danos e problemas futuros”, completou.

A advogada e mediadora voluntária, Amandine Pereira, pontuou a importância de ter outro olhar sobre conflitos. “É bom para tenhamos uma nova forma de ver esses conflitos e não só como uma forma de resolvê-los mas de transformar os conflitos e as situações. Ter um outro olhar também sobre as situações, tanto os casos que chegam quanto os nossos conflitos externamente, não é só profissional, mas também um crescimento pessoal”.

O servidor Rafael Gonçalves, psicólogo da equipe multidisciplinar no Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Mossoró, acredita que esse tipo de curso é fundamental para quem também já trabalha com isso. “Essa capacitação que estamos tendo é para fortalecer uma prática de justiça em que não observamos só o ato, mas muito mais a pessoa, o que levou aquilo a acontecer e uma capacitação oferecida pelo próprio Tribunal é fundamental para que possamos colocar para frente essas práticas restaurativas”, explicou.

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