Comarca de Nísia Floresta recebe audiência pública do projeto Conexão Direta

A Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) realizou na manhã desta terça-feira (13) mais uma edição do ciclo de audiências públicas com o fim de abordar e debater o funcionamento do Poder Judiciário estadual. Ontem, foi a vez da comarca de Nísia Floresta receber o projeto “Conexão Direta”. A quarta edição do ano de 2018 foi aberta e coordenada pela corregedora geral, desembargadora Maria Zeneide Bezerra, a qual destacou como fundamental a integração entre o Poder Judiciário, instituições e a população.

O papel da Corregedoria é o de executar correições, mas não estamos satisfeitos em parar nisso. Não estamos satisfeitos em executar apenas as nossas funções”, define Zeneide Bezerra, ao ressaltar que a meta é a de estreitar os canais de comunicação com entidades e sociedade.

Fazemos parte de um Tribunal que é o primeiro do país em produtividade e em iniciativas sociais. Não temos as tecnologias de ponta de outros tribunais maiores, mas nos superamos em criatividade e vontade”, destacou a corregedora.

Parabenizamos ao Judiciário por mais esta iniciativa. É fundamental ouvir OAB, ONGs e poder público e melhorar as ações”, registrou a promotora Danielle Christine.

O juiz Tiago Neves Câmara, diretor do fórum de Nísia Floresta, disse que o objetivo é de, “a partir das audiências, obter avanços e devolver os melhores resultados. O Judiciário não pode mais trabalhar dissociado da sociedade”. Ele ouviu indagações de representantes de entidades de assistência a dependentes químicos, os quais pediam maior empenho para o julgamento de processos criminais, relacionados aos assaltos em granjas da localidade, que sediam os projetos assistenciais.

Podemos adiantar que toda prioridade é dada aos processos com réus presos e que tão logo recebemos os que são enviados pela Delegacia e Promotoria também buscaremos ampliar a celeridade”, explicou o juiz Tiago Neves, ao responder a indagação levantada por Luiz Gonzaga da Cunha, que coordena uma das ONGs.

Responsável pela Vara de Execuções Penais de Nísia Floresta, o juiz Francisco Rocha destacou o trabalho das Polícias Civil e Militar. “Independente do esforço do Judiciário, gostaria de destacar que o que as Polícias Militar e Civil conseguem fazer, com a precariedade de sua estrutura e salário, é digno de heroísmo”, disse.

O debate também foi composto pelo juiz Rainel Batista, o qual já passou pela comarca e hoje é titular de São José de Campestre; pela secretária de Ação Social do município, Elaine Bezerra; bem como por advogados, tabeliães, militares, empresários, trabalhadores, além de crianças e adolescentes que integram o projeto Museu do Vaqueiro, os quais abriram a solenidade pública com a Orquestra Sanfônica, que tocou músicas regionais e do cancioneiro popular.

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