TJRN sobe dez posições no ranking de informática dos tribunais estaduais

De acordo com a Pesquisa sobre uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) nos tribunais e conselhos de Justiça, feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) saltou do 27º para o 16º entre os tribunais estaduais. O Poder Judiciário potiguar avançou em várias áreas de informática. Estrutura de gestores de tecnologia, regulamentação de procedimentos e no foco em critérios de governança. O levantamento realizou pelo CNJ continha mais de 200 quesitos a serem respondidos por 92 tribunais brasileiros.

No ranking geral dos 92 tribunais brasileiros, o TJRN está na 46ª colocação. Entre todos as cortes de pequeno porte (estaduais e federais), subiu do 35º lugar para o 16º, graças às melhorias concretizadas pela atual administração do TJRN. Em um ano, o TJ potiguar conseguiu ficar em 3º entre os tribunais estaduais do Nordeste.

O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJRN, Gerânio Gomes,
avalia que o ponto mais importante na evolução do TJ potiguar em informática é que em um ano de muito trabalho, o Tribunal conseguiu aproximar sua estrutura de tecnologia da área fim da Justiça. “Estamos mais próximos dos juízes, melhorando as condições para que o magistrado possa fazer seu trabalho com produtividade, e com isso avançar na produção de um número maior de sentenças, com celeridade”, observa.

Gerânio acrescenta que o Tribunal norte-riograndense ultrapassou TJs de estados maiores como Paraná e Goiás. E na região Nordeste, só tem os tribunais de Sergipe e Pernambuco, em melhor situação. “Avançamos em duas áreas importantes e de maneira relevante, em Segurança da Informação e no Planejamento Estratégico de Informática”, ressalta o secretário. “Saímos de uma pontuação de 0,28 para 0,61, em relação ao índice do CNJ, que vai até o máximo de 1, não atingido por nenhum tribunal”, reforça.

Além de melhorar a regulamentação de procedimentos, a Tecnologia da Informação e Comunicação do TJ potiguar criou comitês, realizou reuniões estratégicas em áreas específicas. “Essa pesquisa aborda vários pontos importantes em TI, inclusive sobre segurança na rede de informática, se os tribunais estão preparados para enfrentar ataques cibernéticos”, ressalta Gerânio. “De uma situação ruim, evoluímos para um patamar satisfatório e vamos atuar para melhorar ainda mais esta performance”, afirma o secretário de informática.

Cinco anos

Em relação à pesquisa, todos os tribunais e Conselhos responderam, à exceção do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselhos Superior da Justiça do Trabalho(CSJT). O levantamento de informações feito junto aos tribunais tem por base a Resolução CNJ 211, de 2015, que instituiu a Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do poder Judiciário, válida para o período 2015/2020. Os questionamentos feitos aos tribunais se referem ao planejamento do órgão, às competências e ao desempenho das pessoas, ao controle de gestão, à integração e ao nivelamento dos sistemas e aos serviços de infraestrutura, entre outros aspectos.

 

 

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