Nupemec aprimora formação de conciliadores com oficina na sede do TJRN

O auditório da sede do Tribunal de Justiça sediou a oficina “Aplicação da Comunicação Não-Violenta nas Conciliações e Mediações Judiciais”, realizada na noite da quarta-feira (26). O evento organizado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais da Justiça Estadual (Nupemec) foi mais uma ação no sentido de auxiliar a capacitação de conciliadores, mediadores, facilitadores e pessoas interessadas em trabalhar com a autocomposição de conflitos.

O desembargador Cornélio Alves (na foto ao lado), presidente do Nupemec ressaltou que a oficina vai auxiliar conciliadores e mediadores que “apesar do treinamento já recebido podem aprimorar a utilização de uma linguagem adequada para solução de litígios por meio da comunicação não-violenta”, reforçou. Para o magistrado, a iniciativa busca assim inibir a troca de acusações e ofensas que ocorre com bastante frequência em processos de mediação quer judiciais ou extrajudiciais.

 A comunicação não-violenta é um método que trabalha a linguagem com foco em minimizar os desentendimentos em situações cotidianas, e procura evitar formas de expressão impositiva e sem a devida atenção entre as partes. Conforme palestrante da oficina Vladmir Matta (foto à esquerda), a comunicação não-violenta, desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg,  tem realizado um trabalho de conscientização em mais de 65 países, proferindo palestras em locais de conflito e guerra como na Cisjordânia, Ruanda, Croácia e Belgrado.

Consultor e mediador de conflitos, além de instrutor e supervisor de conciliação UNI-CEUB (Brasília), Vladmir explica que a comunicação não-violenta pretende “estabelecer um processo de comunicação compassiva consigo mesmo e com o outro de modo que seja mais provável que as pessoas possam cooperar para satisfazer as próprias necessidades e a necessidade do outro”, pontuou. O palestrante é um dos autores do “Manual de Negociação e Mediação para Membros do Ministério Público”, publicado pelo Conselho Nacional do MP (Editora Movimento).

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) e o Nupemec estão investindo em metodologias adequadas para que os profissionais que trabalharão com mediação e conciliação tenham a sua disposição mais ferramentas a serem usadas na solução desses conflitos, conforme frisado pela  juíza Arklenya Pereira, coordenadora do Cejusc em Natal.
 

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